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A agricultura sustentável pode reduzir os efeitos das mudanças climáticas na agricultura – e vice-versa. A agricultura é a espinha dorsal da segurança alimentar da África do Sul e um importante setor de exportação. É alarmante, portanto, que a mudança climática global esteja dando um golpe duplo no setor agrícola. Por um lado, cultivar plantações e criar gado está se tornando mais difícil à medida que padrões climáticos extremos se tornam mais frequentes, levando a secas prolongadas, chuvas imprevisíveis, instabilidade do solo, perda de biodiversidade e colapso do ecossistema.
A escassez de água doce também é um problema – de acordo com o Banco Mundial, o mundo pode esperar “um déficit de 40% entre a demanda prevista e o suprimento disponível de água até 2030”, e as Nações Unidas preveem que “até 2040, estima-se que uma em cada quatro crianças viverá em áreas com extrema escassez de água”. Ao mesmo tempo, a agricultura é responsável por quase 20% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) que impulsionam as mudanças climáticas, principalmente dióxido de carbono e metano.
Adicione o processamento e a distribuição de produtos agrícolas e, no total, a produção de alimentos é responsável por 31% dos GEE produzidos. A agricultura precisa reduzir as emissões, conservar água, proteger o solo e preservar o ecossistema, ao mesmo tempo em que luta contra os desafios da interrupção climática – e ainda produz alimentos suficientes para todos nós.